Natureza do Ser

Outro dia li a frase: “Amor sem sabedoria é cego”. E essa afirmação veio de encontro a outras reflexões. A maioria das pessoas atribuem ao amor aquilo que é do desejo. Pensam o amor como aquilo que dedicamos ao outro, mas isto é uma ilusão de ótica. Amor é o que fica em nós, e nos transforma. O amor é a alquimia da alma, é a nossa energia em vibração. Se amo, envolvo meus pensamentos e meus sentimentos em torno da ação, em torno da ideia, capto essa energia, reflito uma frequência de energia, atraio, afasto, movimento. Essa energia é atuante na formação da nossa consciência, que se eleva ao alcançar a sabedoria. Isso é o amor. Pelo outro sinto empatia, que desencadeia desejos (sejam desejos de cuidar, de proteger ou mesmo desejos sexuais) e também sinto compaixão. Mas o amor está muito mais relacionado a Sabedoria e a consciência, do que ao desejo.

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Resgata-me

Há muito tempo deixei de escrever neste blog. Fatos ou experiências que tive, desafiaram minha fé, e até hoje afetam minhas crenças, que venho tentando reestruturar, tirando do caos em que se encontram meus pensamentos. O que penso a respeito da vida, da verdade, e sobre o sentido da vida, sofreu um grande impacto, de forma que, pouco sobrou da crença em um Deus na forma como a maioria o imagina. Para mim, frases clichês do tipo “Deus é amor”, “Deus é justo”, como afirmam as crenças na cabeças por aí, realmente não possuem significado nenhum para mim, como também não tem, trechos bíblicos, para me fazerem crer no que eles pregam como verdade. Nada, que não possa passar pelo crivo da minha razão, é capaz de me fazer acreditar em qualquer coisa.  Se não posso comprovar a partir da minha experiência ou da minha percepção, realmente não pode se dizer como verdade pra mim. E mesmo que venha com aquela explicação de que ainda não cheguei a compreensão dessa ou daquela verdade, isso também é muito frágil. Deus não é amor, pelo menos não é este amor romântico, com ares de sentimento perfeito, até porque o amor não é assim. Nem também, não é justo, nessa justiça que imaginamos, do tipo “Se eu cometer pecados ou fizer o mal, vou pagar por isso com uma sentença que a vida me dará como punição”. Não pode ser assim, pelo simples fato de que esse julgamento, com base em conceitos do que é o bem e o mal, é relativo, porque estes conceitos também o são, portanto a sentença ou o julgamento que a vida fará a respeito do que eu julgo mal, é apenas a projeção do que eu acredito, isto é, uma concepção a partir de uma crença minha, individual. Então, fica aqui, na tentativa de voltar aos meus textos e reflexões sobre a vida e a existência, sobre o sentido da vida, voltar aos meus escritos por esse caminho de autoconhecimento e  busca, deixo aqui nesse reinício minha esperança, esperança de que alguém, nesse imenso mar cibernético, possa vir me convencer de alguma verdade que possa abrir uma brecha de luz, de fé renovada, sob a aceitação da minha Razão. Então, gostaria muito de ter de volta a fé que eu tinha, porque infelizmente, dolorosamente, hoje digo com profundo pesar, Deus está morto. Sim, Nietzsche, repito, Deus está morto. Por isso, por favor,  caro Leitor, resgata-me! Deixo esse texto aqui, como um papel lançado ao vento, ou uma garrafa jogada ao mar, e espero ansiosamente, que alguém iluminado, que não tenha um discurso de crente ou do tipo beato de igreja, e que de forma racional, e não-apaixonada, mostre-me uma outra perspectiva provável a respeito do sentido para a vida, qualquer sentido em que a fé em Deus se justifique como algo concreto, coerente,  e não apenas como um recurso ou efeito puramente psicológico. Por favor, resgata-me se você puder.

Sobre o Amor

O amor é uma energia de transmutação, de transcendência do ser. Quanto mais sublimado o amor, maior será o grau de sua consciência sobre si mesmo e sobre a coletividade. A vulgaridade em que se coloca o amor é proveniente da ignorância da natureza deste. Não se ama ninguém. Pode se desejar alguém, admirar alguém, desejar o bem, mas amar não é exatamente uma constante da ideia em que se envolve a natureza do amor. Quando a religião prega “Amar a Deus sobre todas as coisas”, a religião transforma em lei ou regra o que é da natureza do amor, a transmutação e a transcendência. O amor é uma ideia e esta ideia se desdobra em bens para o ser humano, como por exemplo a generosidade, a compaixão e a sabedoria. Quando se diz eu amo alguém, na verdade o sentimento é desejo. Amor enquanto  ideia é admiração e contemplação, jamais terá nele a intenção de posse ou de possuir tal coisa. Somente o amor altruísta, um estado de não-querer, de não-ação, se tem um vislumbre do amor, mas mesmo neste caso o amor se transmuta para um bem, generosidade ou compaixão ou pelo desejo de se querer bem, desejar a felicidade de alguém ou de uma coletividade.
Platão idealizou o amor, porque o amor é de fato uma ideia, e a partir dela idealizamos o amor. Na verdade, eu diria, ame a si mesmo e o outro como a ti mesmo, que se traduz, tenha o amor para ser transformado e para transformar, pois é este o papel do amor, da transformação. Como na alquimia, o amor seria o ingrediente fundamental para transmutar os metais em ouro, ou seja, o amor transmuta nosso ser para um ser de luz. Quando se limita o amor a um outro único ser, como ideia mesmo, ou a alguém do sexo oposto, na verdade se está podando o seu ser de todo seu potencial transformador e de realização na sua totalidade.
Se você tem alguém que ama muito, na verdade, esse amor tem que ser traduzido em liberdade e desejo de realização plena para este alguém. Amor é sempre sinônimo de liberdade e não se pode dizer que se ama alguém com intenção de possuir, no sentido de limitar o Ser do outro. No entanto amor é compartilhar, e nessa sua característica é que podemos compartilhar com outro alguém nossos desejos.
Uma relação de amor onde a liberdade não prevalece existirá sempre a sombra do poder, e onde existe poder de um sobre outros, o amor míngua, perdendo seu caráter transformador e retornando ao seu estado de ideia. O que permanece é uma relação de poder, de posse, de desejo e de projeção de sombras.
Mas alguém pode dizer “Mas eu amo meus filhos”, mas eu digo, amor aos filhos se transmuta no cuidado a  eles, amor é o cuidar, Cuidado é uma rotina do amor.
Não, jamais diga que ama alguém sem ter na luz de sua consciência a total compreensão do amor, do amor que é liberdade, que é generosidade, que é compaixão, que é o querer bem e a realização plena e consciente, pois esse amor vulgar do “amo porque eu sinto assim” é uma prisão, uma limitação sombria sobre a luz das ideias, que se coloca sobre aquilo que se ama.

No caminho do meio…

Andei lendo alguns livros sobre o Budismo, e em um desses livros li algo que me fez refletir. A iluminação ascensiona nosso amor e coloca a prova a nossa fé. Isso é um fato que sempre acontece com todos aqueles que alcançam a sabedoria da iluminação, e que dar acesso a uma outra visão de além da realidade sensorial. E isso acontece automaticamente, porque a iluminação é um contato com um poder maior, um poder superior, e quando tocamos esse poder, é como se sofrêssemos uma retalhação, para que não nos coloquemos em posição superior. E é essa retalhação que atinge nossa fé.  Porque neste momento sentimos que o amor de Deus não é tão complacente. Que essa verdade que adquirimos é justa, e provém daquilo que chamamos de justiça divina. E dói. A verdade dói. E nessa ferida que se cria no âmago do amor em nós, nos coloca então a prova. Até onde alcança a verdade do nosso amor? Até onde nosso amor se mantém e sustenta nossa fé, sabendo que o amor de Deus nos fere tão profundamente por  não aceitar tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer por ignorância? Então as dúvidas passam a minar nossa fé. Ficamos então frágeis, caminhando num deserto em meio as tentações. AS tentações que procuram atingir todas as estruturas de nossas crenças, e nisso, atingindo também a nossa segurança sobre si mesmo.
Todos os grandes mestres, em suas experiências de iluminação, sofreram com a tentação. Jesus Cristo foi tentado no deserto, Buda também sofreu com a tentação, e é sempre assim. Então, o que devemos fazer para não nos deixarmos cair, cair em tentação, cair em depressão?
Nesse momento o amor não poderá mais nos salvar, a iluminação já foi uma condição dada pela verdade do amor dentro de nós. Ou seja, para se ter alcançado a iluminação o amor que se tinha necessariamente era um amor verdadeiro, altruísta, então o enfoque não é mais sobre como se ama, ou o que se ama. Amar a Deus não nos salvará nessa hora, até porque, como eu disse o amor de Deus não é complacente e não nos salva de nossa provação pelo simples fato de ama-lo acima de tudo. Então,  é unicamente uma prova da nossa fé, uma prova para se saber aquilo que sustentamos em nossas crenças, aquilo que se acredita com toda nossa verdade, com toda a verdade do mesmo amor que nos levou a luz de uma consciência superior.
Nesse processo de busca, no caminho espiritual, nessa logosofia em que nos empenhamos, o primeiro passo é a reflexão sobre o amor. Que valores eles nos cria? Que amor nós temos cultivado em nosso interior? Quando alcançamos a luz total dada pelo amor puro, claro, luminoso, então entramos na segunda etapa do processo. Que conjunto de crenças esse amor sustenta? E até onde estas crenças nos dar a força da fé? E principalmente, a fé em nós mesmos.

Do espírito

Nosso espírito é o produto daquilo que semeiamos dentro de nós mesmos. É vida em seu fim último, numa solução de alquimia realizada na alma, pelo conhecimento, pelos tesouros que adiquirimos em nossa realização consciente. Aquilo que se esconde de nós mesmos, em nossos inconscientes, por memória de nosso sofrimento, torna-se o ponto de partida para uma nova caminhada em busca do nosso perdão. Pois a tudo que vivenciamos, que tem como efeito a dor, nossa ou de outros, é nos dado arrependimento e a chance de transformar e modificar, para estabelercmos a serena paz existencial. Essa que se manifesta no mais profundo desejo, depois de tantas lutas contra as ilusões que o apêgo nos acomete. Um espírito livre tem a leveza de que todos os nós foram desatados e nenhum peso pode nos prender como correntes. Porque sempre carregamos uma parcela de culpa, pois nas mínimas escolhas, por mais distantes que estejam os seus efeitos,  ainda sim seremos participantes do seu enredo. A consciência nos liberta, quando as ilusões se dissipam e a mais pura lucidez nos eleva. Em nossa bagagem existencial, que se guarda no espírito, não terá mais o peso dos equívocos frutos da ignorância, mas sim a leveza do mais alto grau de sabedoria.

Modéstia (15)

O significado da modéstia vai muito além de uma simples virtude. E não é algo que deve ser almejado apenas por aqueles que supostamente encontram-se em posição superior. A modéstia serve a todos, aos altos e aos baixos. Ela tem puramente a compreensão de equilíbrio. Isso que diz o hexagrama do I Ching quando coloca: “tornar cheio o que está vazio e vazio o que está demasiado cheio.” E esse equilíbrio diz respeito principalmente a um estado do meio, do centro, ou seja,  a modéstia corresponde a um estado nulo, pois é nesse estado nulo, que podemos estabelecer nosso espaço, nossa consciência diante o outro, e principalmente a nossa percepção e os limites, e isto é necessário para que possamos alcançar a medida na sensibilidade com nossos semelhantes, aprendendo a respeitar e a percebê-los nas suas particularidades. É o ponto do espelho sem a projeção, pois a percepção e a possibilidade de estabelecer limites diante o mundo, nos leva a um ganho enorme de consciência, com uma visão do coletivo, e isso nos aproxima e nos torna humanos e semelhantes.
A modéstia melhora nossa percepção, pois tira de nossa vista os excessos do ego. Nos mantém ligado aos valores do coração, do amor e do espírito, nos afastando da arrogância. E não se pode esquecer que isso se aplica a todas as pessoas, que em suas vaidades e orgulhos, exageram, supervalorizando assim qualidades do ego.

Universo quântico

São os significados que nós damos a vida que nos move e nos torna aquilo que nos tornamos. O amor nos faz seguir pelo caminho onde todos somos semelhantes, a compaixão nos faz seguir pelo caminho que nos livra de arrependimentos e nos livra do peso da culpa. Toda e qualquer verdade guarda em si um caminho reto, sobre o que nos faz ser humanos. Compreender a natureza humana é aceitar o outro com suas qualidades e defeitos como se ele fosse também uma parte sua, porque é mesmo. Tudo que somos em nossa natureza humana guarda um potencial de se expressar em outro, por isso julgar o outro nunca é a forma mais correta de proceder.  Assim é também a idolatria, pois é colocar alguém acima de você, quando deveria estar em igualdade, é o mesmo que criar estátuas. Valores sim, é que geram ações, e é nisso onde deveria se concentrar toda a verdade dos nossos julgamentos, nos valores. O agir incoerente com a natureza humana, ou com o significado maior do amor é uma falta de amadurecimento espiritual no conhecimento daquilo que realmente somos em essência. Isso que é a ignorância geradora de todo mal. Deus está em toda parte e todas as partes de Deus está em nós. Nós guardamos em nosso interior a verdade integral daquilo que está além da imagem, aquilo que vai além do tempo e que no espaço se expressa de todas as formas  nos fazendo observar essa verdade,  de que Deus está em toda parte. Ter consciência espiritual não é ser religioso com dogmas, nem doutrinas, nem grupos, é antes de tudo ser fiel a sua igreja interior, é ir no mais profundo dos significados da sua própria existência.
A vida as vezes pode parecer efêmera, passageira, podemos pensar que nós somos uma fatalidade, uma obra do acaso,  ou uma pura combinação de genes, porém, seja como for, a verdade de nossa existência sempre estará em nós, aqui dentro, e no mais profundo da nossa compreensão isso é uma combinação não de genes, mas do Tempo.
Fazemos parte de um todo que se sincroniza para um movimento,  onde cada um tem comprometimento com o organismo do todo, e tudo começa partindo de si mesmo.
O I Ching fala de mutações que são nossas mudanças no caminho para uma consciência superior, essa que nos faz caminhar cada vez mais em sincronia com o universo, fazendo escolhas mais acertadas em integridade com a verdade que está em todos nós e no universo, e assim nos dando consciência de cada passo em nosso caminho para onde queremos chegar. A mutação não é do ser, mas do estar. O ser sempre será o que é, mas o estar é  a impermanência. As mutações nos levam nesse caminho da descoberta dos “genes” do Tempo, que acompanham todas as suas mudanças de estações, do eterno dentro do efêmero,  do espírito dentro da alma.
O I Ching é um método que traduz um determinado instante do tempo,  a sua sincronicidade com o universo, e do universo em si mesmo. É como se ele olhasse naquele momento em um hexagrama, um intervalo de movimento da conexão nossa com o ser superior ou com o espírito do Uno. Não é como um horóscopo, ele é bem mais específico na leitura de cada um, pois enxerga através da energia de influência que parte de cada um no momento que o procura, dando um significado no momento em que o solicitamos, fazendo uma conexão cósmica da nossa energia com aquele intervalo de tempo no espaço. Ou seja, o I ching olha o ser dentro do estar, partindo do que é ser.

57 – SUN, A SUAVIDADE

 
A suavidade tem como elemento a madeira. A madeira tem suas raízes na Terra, que por princípio é estático. Seu instrumento é o Tempo, pois se movimento de forma cíclica e por isso acompanha  os sinais do Tempo. O poder penetrante do vento dissolve a escuridão através da sua constância sobre si mesmo. Nesse hexagrama está implícito a clareza sobre o que é correto e a constância do caráter, a firmeza sobre sua essência. A repetição dos trigramas, “o que está acima é igual ao que está baixo”, por isso o seu poder obedece as leis do céu. No caminho de cada um, a suavidade representa a permanência naquilo que é correto, na verdade de cada um, a constância do caráter. A perseverança com suavidade segue as leis do tempo. O Tempo sinaliza para o avanço ou para o recuo, ou a quietude para observação e percepção do que é favorável. A suavidade, representada pelo vento, simboliza a penetração do poder luminoso sobre o que é estático,  sinalizando para o movimento do firme em sincronicidade com o Tempo.

Reorganizando idéias

Pode parecer estranho, mas eu conheço Deus. E por mais que eu o conheça, mais abstrata é sua forma. Quanto mais conheço Deus, mais entendo o valor da fé. Não é uma questão de crença, é uma questão de fatalidade. Por mais que se explique tudo do universo, de nós seres vivos, sempre restará um ponto, um lado não descoberto, e é nesse lado que  vamos tendo impressões das formas de Deus. O conteúdo dele, para mim, não é mistério. Consigo ver Deus em qualquer coisa ou lugar, só pelo conteúdo. E para falar nesse conteúdo existem muitos, muitos ingredientes comuns e contidos nele mesmo. É  mais ou menos assim: Tem o trigo, que faz a farinha, que faz o bolo. O bolo sem a farinha, não pode ser bolo, a farinha sem o Trigo, não existe também, e o trigo sem a Terra, não germina. Então, quem é Deus? Essa energia que tudo é e cria.  É um átomo que não pode ser dividido porque ele é vazio. Como dividir o vazio?
O bem e o mal é um julgamento que fazemos automaticamente quando estamos em convívio com outros seres, porque o julgamento acontece o tempo todo quando nos espelhamos. O que Deus tem a ver com isso? Ele criou isso. Ele criou esse mecanismo de permanência e evolução. Deus é uma energia viva, que responde e corresponde às nossas causas, a medida que nós existimos como seu efeito. A consciência de cada um determina como você sente diante do autojulgamento e esse julgamento sobre si mesmo aprofunda, a medida que você conhece a verdade das coisas. Ou seja, se você sabe e mesmo assim permenece no erro, sua consciência não lhe salvará.  O inferno será aquele que você construiu ao ignorar o julgamento da sua consciência sobre você mesmo. E ao final, tudo que você sente sobre seu ser e em seu ser, sobre tudo experimentado, sabido, compreendido, negligenciado, ignorado e praticado,  como você sente é a energia que trará sua áurea.
Nas minhas idéias Deus e ciência são unidos e de forma que eu não consigo separá-los, talvez por ignorância, ou talvez por saber, não importa, o que importa é que mesmo que eu use toda minha razão e lógica, Deus ainda ocupa o papel que sempre teve. Não como um senhor, nem um carrasco, nem um pai bondoso. É simplesmente o pai. O gerador. E tudo que a Ele dedico na minha energia, naquilo que me move e impulsiona, na essência do que sou em meu ser, tudo isso, Ele responde, como um oráculo, as vezes nem sempre entendo, outras vezes Ele não responde como eu gostaria, mas ele sempre tem uma reação de volta para minhas ações. Se eu mesmo inconsciente guardo uma energia negativa, fruto de ilusões, fruto da ignorância, Deus responderá às minhas ações de forma tão disparatada, que eu vou me questionar por um momento será que Deus existe.
Então, vejo Deus como um jogo de bate-rebate, Ele é o que é, imutável, nós somos o montante que forma o seu contrário.  Ele rebate os nossos pensamentos, nossos sentimentos reagindo às nossas ações. E ele sempre irá rebater, porque entre Ele e nós existe assimetria, e esse “desequilíbrio” ou desigualdade, é que faz tudo funcionar da forma como funciona, porém ele é perfeitamente simétrico, assim como é dentro de nós. Ele eterno e nós transmutando para nos tornarmos perfeitos, luminosos, santos e geniais tanto quanto Ele é na sua magnânima perfeição de criador das imagens do mundo como ele é. Sua perfeição não é para uma santidade, mas para um genial criativo, que sabe ser bom quando  ser bom é a reação exata e perfeita para criar o que é justo.