Início sobre a Espiritualidade

Hoje vou começar uns textos falando sobre minhas crenças. Acho que já fiz isso antes, Dèja vu!

Bom,voltando,  de qualquer forma, vou falar das minhas crenças e sobre religião.
As pessoas me perguntam as vezes, se tenho religião, que religião eu sigo, se acredito em Deus, enfim, essas perguntas comuns quando as pessoas se conhecem. Eu nunca soube dizer qual exatamente era minha religião, apesar de aprender um pouco sobre algumas, eu nunca segui nenhuma. Mas acredito cegamente na existência de Deus, não um Deus como um senhor barbudo esperando a gente na porta do céu para nos dá uma penitência ou nos mandar  descer ao inferno, mas um Deus energia, feito de leis igualmente aplicadas para toda a natureza, inclusive a natureza humana. São essas leis que mantêm essa energia ativa, viva e manifesta em toda a criação.
Mas estas leis nada tem a ver com dez mandamentos, apesar de está ímplicita ao falar do Amor, porque o Amor é o ponto de sincronia ou que focam as religiões. Mas não acredito que regras, dogmas,  feito uma receita de remédio ajuda alguém  se tornar um espírito elevado, que significa para mim, valorizar a vida no seu real valor, o sentido da vida, da existência.

Se eu tivesse que dizer qual foi a religião predominante na minha vida, eu responderia  que foi o autoconhecimento. Minhas experiências, e minhas observações a respeito do mundo fora e dentro de mim, me levaram a uma única certeza, se existia Deus, esse Deus só poderia ser o Amor. E se existe uma alma gêmea para cada um, com certeza Deus saberia qual era a minha, então busquei observar meus sentimentos e sincronizá-los com o Amor, que me levou a perceber Deus, esse Deus, eu tinha certeza que que conhecia o Amor, ele tinha que saber de alguma coisa, porque ele cruzou quase todos meus caminhos na descoberta sobre o Amor, o verdadeiro Amor. Então, essa foi minha conclusão Deus era o próprio Amor. Quem eu encontrasse primeiro me indicaria o outro.  Então foi assim, desse jeito  quase infantil que conheci Deus.

Esse foi o começo do meu caminho que me levou a construir minhas próprias crenças. A sincronicidade é algo realmente divina, coisa de Deuses. Elas nos leva a ter as experiências mais extraordinárias que pode ter na existência, é pura manifestação divina, é Deus falando com nós mesmos. E a sincronicidade foi uma das percepções que me fizeram crer que realmente tinha uma força superior atuando.

De todas as religiões, identifiquei-me  com o Espiritismo, por ter as bases nas idéias do meu querido amigo Platão, e também, por experiência, por experimentar  inconscientemente, o Budismo, seguindo o meu próprio caminho, e no meio do caminho, achei e compreendi  o budismo. Não fui tão fiel a estas religiões,  sempre fiquei com a sincronicidade, mas eu a procurava sem saber o que era sincronicidade, só fui saber depois de velha (realmente não sei quantos séculos eu tenho).

Acredito que de alguma forma as religiões, ainda podem indicar um caminho, mas para questões mais profundas na alma do ser humano, infelizmente, as religiões não alcançam, porque alguém com uma enorme ferida na alma, só consegue perceber sua dor, e não tem Deus que dê jeito, até que essa ferida na alma seja tratada.

Na verdade, minha religião sempre foi construir minha  própria verdade, que foi a idéia do amor Universal ou cósmico como chamam alguns, sempre acreditei nesse amor e sincronizei todos meus sentimentos, sensações e crenças para este amor, que chamo de amor inconsciente, ou chamam de amor altruísta. Enfim, acabei tomando chá com Platão, conhecendo o mundo das idéias. Não na teoria, mas na prática.

E tudo que  eu acredito é baseado na minha prórpria experiência, como experimentei, como vi, como percebi o mundo. Tudo que li, aprendi nas escolas ou em livros, só absorvi aquilo que estava em sincronicidade com minha forma de ver o mundo. E acho que esse é o mal da maioria das religiões, elas generalizam, falam para as massas, mas esquecem o indivíduo, esquecem que cada um tem sua forma de perceber e experimentar a vida, como convencer da existência de um Deus para alguém que sofre de uma doença grave, que perdeu um filho, ou que carrega um mar de tristezas profundas e depressão? Como convencer alguém em desespero para confiar em Deus? Que Deus essa pessoa poderia perceber em sua vida? Nenhum.

Para mim, qualquer verdade dita, escrita, só se torna verdade se eu experimentá-la se eu a perceber como sendo verdade, de outra forma não me serve. Não posso praticar caridade para alguém, se eu não souber o que essa pessoa precisa. Não posso ser bondosa, ou generosa, se não observar, ouvir, me doar a este alguém. Como se pode saber o que é melhor, o que é o bem para o outro?  Só mesmo percebendo-o com o coração, amando este alguém, porque o amor nos dá a capacidade de ouví-lo, de doar tempo e atenção.

Muitas pessoas buscam as religiões para se sentirem em paz com suas consciências, como se Deus fosse dizer: “Ah meu filho, você deu comida aos pobres, então você é bom sujeito” ou pensam que só indo às igrejas, rezando um terço ficam quites com Deus, mas isso é uma grande ilusão. O bem só é bem quando é feito por amor, quando é feito com vontade, com o sentido do amor, pois o amor é que nos faz enxergar o que é o bem, tanto para nós como para o outro.

Esse é o primeiro texto sobre um assunto que vou falar aqui,  a espiritualidade.  Para mim, espiritualidade e psicologia são duas ciências, e as duas deveriam andar de mãos dadas, por isso acredito que os textos vão ficar focados nestes assuntos. Por enquanto é isso.

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