Deus em nossa Alma

A morte não existe para ninguém. Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, como diria Lavoisier.  As almas possuem pensamento e possuem sentimento, esta é a dualidade da nossa psique, como tudo no universo, como Deus, que é masculino e feminino, tudo é dual. Poderíamos entender o pensamento e o sentimento, como ânimus o masculino e ânima o feminino, não importa os nomes que damos, o conteúdo sempre será o mesmo, do pensamento e do sentimento. Possuimos o conteúdo dos sentimentos e a forma o pensamento. Em nossa alma sempre deve haver um casamento entre estes dois lados, nossos sentimento devem se homogeinizar num conteúdo de amor para que nosso pensamento ganhe uma forma sobre este. A libido, o desejo sexual nos faz ganhar formas daqueles que nos relacionamos, pois o desejo é uma força de movimento do amor para uma vontade de se tornar unido ao outro, dois querendo ser um. Nessa força do desejo, de atração e união, dessa energia, ganhamos faces daqueles que nos relacionamos, pois criamos em nós a imagem que agrada o outro, num desejo de satisfazê-lo nos colocamos imagens que o atraia. Para um homem, o desejo puramente sexual lhe cria faces para o amor, fazendo com que este não desenvolva sua ânima, seu pensamento que daria forma ao conteúdo do amor, ou seja, sua consciência não se desenvolve a respeito do amor verdadeiro, por isso, seu ânimus também não se desenvolve. Para uma mulher, o desejo puramente sexual lhe cria faces para seu ânimus, também não lhe dando a mesma consciência. Para toda alma que deseja uma individualidade, deve haver uma clareza, uma consciência a respeito do amor na forma do pensamento. Por isso, qualquer indivíduo que deseja permanecer fiel a sua alma, na vida ou depois da morte, deve buscar uma clareza sobre si mesmo, pois é em si mesmo onde há um casamento entre o pensar e o sentir, e é essa fidelidade, a priori, que permitirá este indivíduo encontrar sua cara-metade, sua alma gêmea, pois sendo primeiro fiel a si mesmo, poderá se diferenciar do outro e enxergar com mais clareza o par que se deseja, que o complete e também ver na luz quem o outro é realmente . O sentir é o amor que se tem em si mesmo, que se faz amor quando dissolvemos todos os nossos conteúdos de sentimentos num amor puro, do querer bem incondicionalmente, e o pensar é a forma dada a este amor. Não importa a forma,  se eu sigo a uma religião, não importa qual seja a religião, não importa se eu sigo um pensamento próprio, a verdade, a luz, o amor sempre terá o encontro em cada um, em seu si mesmo, e sempre irá unir, pensamento, sentimento, numa verdade única que será a imagem e semelhança de Deus.

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