O amor de Deus em si mesmo

O amor é um sentimento e representa o feminino. Assim como tudo é dual na natureza, assim como Deus é masculino e feminino, e também em nossa alma.
O amor primeiramente deve ser a Deus, que é o próprio amor, amar o próprio amor é ter amor próprio. O amor que a gente cria em si mesmo é o amor que encontraremos em nossa vida. Deus ama de todas as formas, porque Deus não tem forma nenhuma, Ele é o próprio amor, por isso só sabe amar. Quando se ama o próprio amor, se ama a Deus. Amar a Deus não é uma servidão, é olhá-lo com igualdade, olhar o outro com igualdade, pois Deus assim como o outro,  são imagem e semelhança de si mesmo. Então se todos somos feito do mesmo amor, não existe diferença, ninguém é melhor, nem pior, ninguém é totalmente bom, ninguém é totalmente mal. Esse é o caminho do meio, que fala o Budismo. É andar no equilíbrio, andar numa linha limitante entre o eu e o mundo, entre o eu e o outro, que é respeitando o tempo e o espaço do outro, e respeitar significa amá-lo da forma que é, que sente e pensa. O caminho do meio é andar no meio termo de tudo.  Se amamos o amor sempre teremos Deus acima de nós, porque Ele é a fonte criadora desse amor, é Dele que emana toda a luz do amor. Amá-lo acima de todas as coisas, não significa vê-lo acima de todas as coisas, porque se o vemos acima de todas as coisas, estaremos nos colocando abaixo. Devemos amá-lo acima de tudo, porém devemos enxergá-lo em igualdade a nós mesmos, pois se somos sua imagem e semelhança, vê-lo em igualdade é como ver a si mesmo diante do espelho. O amor é a igualdade, e é esse que deve ser  nosso olhar. É o equilíbrio entre os opostos. E o equilíbrio entre nós e Deus, amá-lo acima de tudo, porém vê-lo em igualdade a nós mesmos. Com esse olhar podemos nos igualar também ao outro, e assim amá-lo como amamos a si mesmos.    O amar o outro é antes de mais nada, o querer bem, querer bem ao outro,  desejar o bem ao outro, desejando o bem ao outro e vendo-o em igualdade, estaremos amando-o como amamos a nós mesmos. Ajudar o próximo não é dar esmola, ou fazer doações de coisas materiais, ajudar o outro é dar tempo ao outro, pois dando-lhe tempo estamos nos doando e nos doando ao outro podemos entendê-lo, sentí-lo e assim ajuda-lo da forma que ele precisa ser ajudado. Muitas vezes doamos dinheiro, coisas materiais como uma forma de nos livrar de algum peso de consciência, mas esse peso de consciência não se tira doando coisas materiais, não dissolve nessa atitude ilusória sobre a prática do bem, não se essa prática não for de forma consciente, ou seja, sentida e pensada. Esse peso de consciência é muitas vezes a falta de consciência sobre o próprio amor. É uma falta de reflexão sobre si mesmo, sobre o amor em si mesmo, sendo projetada de forma vazia e inconsciente.
Doar tempo a si mesmo é refletir sobre si mesmo, sobre o amor em si mesmo, é assim que caminhamos de encontro com Deus e nos tornamos conscientes a respeito do amor em si mesmo, assim podemos doar também tempo ao outro, refletindo o amor no outro e podermos ajuda-lo da forma certa, consciente, naquilo que ele realmente precisa de ajuda.

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