Reorganizando idéias

Pode parecer estranho, mas eu conheço Deus. E por mais que eu o conheça, mais abstrata é sua forma. Quanto mais conheço Deus, mais entendo o valor da fé. Não é uma questão de crença, é uma questão de fatalidade. Por mais que se explique tudo do universo, de nós seres vivos, sempre restará um ponto, um lado não descoberto, e é nesse lado que  vamos tendo impressões das formas de Deus. O conteúdo dele, para mim, não é mistério. Consigo ver Deus em qualquer coisa ou lugar, só pelo conteúdo. E para falar nesse conteúdo existem muitos, muitos ingredientes comuns e contidos nele mesmo. É  mais ou menos assim: Tem o trigo, que faz a farinha, que faz o bolo. O bolo sem a farinha, não pode ser bolo, a farinha sem o Trigo, não existe também, e o trigo sem a Terra, não germina. Então, quem é Deus? Essa energia que tudo é e cria.  É um átomo que não pode ser dividido porque ele é vazio. Como dividir o vazio?
O bem e o mal é um julgamento que fazemos automaticamente quando estamos em convívio com outros seres, porque o julgamento acontece o tempo todo quando nos espelhamos. O que Deus tem a ver com isso? Ele criou isso. Ele criou esse mecanismo de permanência e evolução. Deus é uma energia viva, que responde e corresponde às nossas causas, a medida que nós existimos como seu efeito. A consciência de cada um determina como você sente diante do autojulgamento e esse julgamento sobre si mesmo aprofunda, a medida que você conhece a verdade das coisas. Ou seja, se você sabe e mesmo assim permenece no erro, sua consciência não lhe salvará.  O inferno será aquele que você construiu ao ignorar o julgamento da sua consciência sobre você mesmo. E ao final, tudo que você sente sobre seu ser e em seu ser, sobre tudo experimentado, sabido, compreendido, negligenciado, ignorado e praticado,  como você sente é a energia que trará sua áurea.
Nas minhas idéias Deus e ciência são unidos e de forma que eu não consigo separá-los, talvez por ignorância, ou talvez por saber, não importa, o que importa é que mesmo que eu use toda minha razão e lógica, Deus ainda ocupa o papel que sempre teve. Não como um senhor, nem um carrasco, nem um pai bondoso. É simplesmente o pai. O gerador. E tudo que a Ele dedico na minha energia, naquilo que me move e impulsiona, na essência do que sou em meu ser, tudo isso, Ele responde, como um oráculo, as vezes nem sempre entendo, outras vezes Ele não responde como eu gostaria, mas ele sempre tem uma reação de volta para minhas ações. Se eu mesmo inconsciente guardo uma energia negativa, fruto de ilusões, fruto da ignorância, Deus responderá às minhas ações de forma tão disparatada, que eu vou me questionar por um momento será que Deus existe.
Então, vejo Deus como um jogo de bate-rebate, Ele é o que é, imutável, nós somos o montante que forma o seu contrário.  Ele rebate os nossos pensamentos, nossos sentimentos reagindo às nossas ações. E ele sempre irá rebater, porque entre Ele e nós existe assimetria, e esse “desequilíbrio” ou desigualdade, é que faz tudo funcionar da forma como funciona, porém ele é perfeitamente simétrico, assim como é dentro de nós. Ele eterno e nós transmutando para nos tornarmos perfeitos, luminosos, santos e geniais tanto quanto Ele é na sua magnânima perfeição de criador das imagens do mundo como ele é. Sua perfeição não é para uma santidade, mas para um genial criativo, que sabe ser bom quando  ser bom é a reação exata e perfeita para criar o que é justo.

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