Modéstia (15)

O significado da modéstia vai muito além de uma simples virtude. E não é algo que deve ser almejado apenas por aqueles que supostamente encontram-se em posição superior. A modéstia serve a todos, aos altos e aos baixos. Ela tem puramente a compreensão de equilíbrio. Isso que diz o hexagrama do I Ching quando coloca: “tornar cheio o que está vazio e vazio o que está demasiado cheio.” E esse equilíbrio diz respeito principalmente a um estado do meio, do centro, ou seja,  a modéstia corresponde a um estado nulo, pois é nesse estado nulo, que podemos estabelecer nosso espaço, nossa consciência diante o outro, e principalmente a nossa percepção e os limites, e isto é necessário para que possamos alcançar a medida na sensibilidade com nossos semelhantes, aprendendo a respeitar e a percebê-los nas suas particularidades. É o ponto do espelho sem a projeção, pois a percepção e a possibilidade de estabelecer limites diante o mundo, nos leva a um ganho enorme de consciência, com uma visão do coletivo, e isso nos aproxima e nos torna humanos e semelhantes.
A modéstia melhora nossa percepção, pois tira de nossa vista os excessos do ego. Nos mantém ligado aos valores do coração, do amor e do espírito, nos afastando da arrogância. E não se pode esquecer que isso se aplica a todas as pessoas, que em suas vaidades e orgulhos, exageram, supervalorizando assim qualidades do ego.

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