Resgata-me

Há muito tempo deixei de escrever neste blog. Fatos ou experiências que tive, desafiaram minha fé, e até hoje afetam minhas crenças, que venho tentando reestruturar, tirando do caos em que se encontram meus pensamentos. O que penso a respeito da vida, da verdade, e sobre o sentido da vida, sofreu um grande impacto, de forma que, pouco sobrou da crença em um Deus na forma como a maioria o imagina. Para mim, frases clichês do tipo “Deus é amor”, “Deus é justo”, como afirmam as crenças na cabeças por aí, realmente não possuem significado nenhum para mim, como também não tem, trechos bíblicos, para me fazerem crer no que eles pregam como verdade. Nada, que não possa passar pelo crivo da minha razão, é capaz de me fazer acreditar em qualquer coisa.  Se não posso comprovar a partir da minha experiência ou da minha percepção, realmente não pode se dizer como verdade pra mim. E mesmo que venha com aquela explicação de que ainda não cheguei a compreensão dessa ou daquela verdade, isso também é muito frágil. Deus não é amor, pelo menos não é este amor romântico, com ares de sentimento perfeito, até porque o amor não é assim. Nem também, não é justo, nessa justiça que imaginamos, do tipo “Se eu cometer pecados ou fizer o mal, vou pagar por isso com uma sentença que a vida me dará como punição”. Não pode ser assim, pelo simples fato de que esse julgamento, com base em conceitos do que é o bem e o mal, é relativo, porque estes conceitos também o são, portanto a sentença ou o julgamento que a vida fará a respeito do que eu julgo mal, é apenas a projeção do que eu acredito, isto é, uma concepção a partir de uma crença minha, individual. Então, fica aqui, na tentativa de voltar aos meus textos e reflexões sobre a vida e a existência, sobre o sentido da vida, voltar aos meus escritos por esse caminho de autoconhecimento e  busca, deixo aqui nesse reinício minha esperança, esperança de que alguém, nesse imenso mar cibernético, possa vir me convencer de alguma verdade que possa abrir uma brecha de luz, de fé renovada, sob a aceitação da minha Razão. Então, gostaria muito de ter de volta a fé que eu tinha, porque infelizmente, dolorosamente, hoje digo com profundo pesar, Deus está morto. Sim, Nietzsche, repito, Deus está morto. Por isso, por favor,  caro Leitor, resgata-me! Deixo esse texto aqui, como um papel lançado ao vento, ou uma garrafa jogada ao mar, e espero ansiosamente, que alguém iluminado, que não tenha um discurso de crente ou do tipo beato de igreja, e que de forma racional, e não-apaixonada, mostre-me uma outra perspectiva provável a respeito do sentido para a vida, qualquer sentido em que a fé em Deus se justifique como algo concreto, coerente,  e não apenas como um recurso ou efeito puramente psicológico. Por favor, resgata-me se você puder.

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